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A novidade excita, estimula, acende. O desejo por descoberta é inerente ao ser humano, sempre envolto em sonho ou milagre.
Rumo a quinquagésima edição, as últimas desta semana são os brasileiros indicados ao Grammy 2025; a apresentação de Milton Nascimento após a última turnê; as contribuições artísticas de Quincy Jones e Agnaldo Rayol; a transmissão do Afropunk 2024; e as datas da edição de 2025 do Coala Festival.
Há, no entanto, aquilo que permanece e perdura. Esses são os clássicos. Oferecem continuamente um frescor por aquilo que são capazes de despertar sempre que revistados. A citação (já clássica) do guitarrista Genil Castro sintetiza perfeitamente essa concepção: “Eu ouço os mesmos discos há 40 anos e eles estão cada vez melhores”.
Anitta chegou com o funk no Grammy 2025, mas a edição deste ano da premiação também trouxe outros nomes brasileiros. O mineiro Milton Nascimento chega com o álbum feito em parceria com Esperanza Spalding – Milton + esperanza concorre na categoria Melhor Álbum Vocal de Jazz. Eliane Elias já venceu dois Grammys (além de outros dois da edição latina). Ao todo, soma 13 indicações ao prêmio. Este ano, concorre com Time And Again na categoria Melhor Álbum Latino de Jazz. Quem também esta na disputa é o bandolinista Hamilton de Holanda, que conseguiu emplacar seu duo com o pianista cubano Gonzalo Rubalcaba intitulado COLLAB. Essa é a primeira indicação dele ao Grammy após 12 indicações ao Grammy Latino.
[Billboard Brasil]
O músico Milton Nascimento, que fez a última turnê da carreira em novembro de 2022, participou de um show do cantor Pretinho da Serrinha na noite de quinta-feira (7), no espaço Arena Samba, no Rio de Janeiro (RJ). A emoção tomou conta do público quando o veterano subiu ao palco para cantar Maria, Maria. O momento também foi compartilhado nas redes sociais de Bituca. “Deu saudade, e eu vim pro palco do Pretinho da Serrinha matar”, publicou.
[UOL]
Após uma intensa carreira que o tornou um dos grandes nomes da história da música, Quincy Jones morreu aos 91 anos, no último domingo (3), em sua casa de Los Angeles. Foi ao lado de Dizzy Gillespie que conheceu o Brasil em 1956. A paixão pela nossa música foi imediata. Em 1962, lançou o disco Big Band Bossa Nova. Chegou a desfilar na Portela em 2006, no alto de um carro alegórico.
Na lista de ícones com quem trabalhou estão estrelas da música brasileira. Durante a pandemia, em 2021, Milton Nascimento compartilhou uma chamada de vídeo que recebeu do produtor. Eles são amigos desde 1967. Outro brasileiro que fez parte da história do americano é o percussionista Paulinho da Costa – constantemente convidado para participar de gravações em estúdio. Jones ainda ganhou Grammy por uma versão da música Velas, de Ivan Lins e Vitor Martins, gravada, em 1982, no álbum The Dude. Fã da cantora Simone, o artista convidou a brasileira para participar de duas edições do tradicional Montreux Jazz Festival.
[Estadão e UOL]
O cantor Agnaldo Rayol morreu, aos 86 anos, na madrugada desta segunda-feira (4), após sofrer uma queda em sua casa, em São Paulo (SP). Dono de uma voz de barítono inconfundível, fez o caminho obrigatório de todos que iniciavam a carreira nos anos 1940: os programas de calouro da rádio brasileira. Em disco, estreou, como artista solo, em 1958. Com jeito de galã, seguiu gravando canções românticas e as versões que dominavam as rádios populares do Brasil.
Teve grande destaque na década de 60, quando comandou programas de TV. Trabalhou também em novelas e no cinema, tornando-se o principal galã da Record nos anos 1970. Nos anos 1990 e 2000, reapareceu com a inserção em trilhas sonoras de novelas da Globo. Em 2008, gravou disco em comemoração aos 50 anos de carreira. Nos últimos três anos, diminuiu as apresentações, diante de problemas de memória que o incomodavam.
“A saída de cena de Rayol simboliza o fim da era dos cantores românticos, de vozes potentes e com precisão na emissão das notas, como o bel canto representava” – Danilo Casaletti
[Estadão]
Um dos principais festivais anuais no Brasil, o Afropunk 2024 acontece neste final de semana, no Parque de Exposições de Salvador. Para quem quiser assistir aos shows de casa, no Multishow, a transmissão está marcada para começar neste sábado (9) às 18h. Já no domingo (10), inicia às 19h. Assinantes do Globoplay terão acesso à cobertura completa do evento.
O Coala Festival anunciou, nesta terça-feira (5), as datas da edição de 2025. O evento acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de setembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Já é possível adquirir os ingressos, por meio da pré-venda, no site.
[Rolling Stone Brasil e TV Cultura]
Lançamento da semana
- Arco, 18º álbum do fluminense Marcos Sacramento, que se conecta com cantores e músicos de gerações mais jovens – 8 de novembro
Para ficar ligado!
- Um brinde ao mestre Cartola 74, duo Prettos aborda o repertório do disco que deu reconhecimento a Cartola – 20 de novembro
- Primavera – Canções de Hyldon, Cassiano e Tim Maia, show em que Ana Cañas dá voz a pilares do soul brasileiro – 12 de dezembro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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