Vibrações

Edição 40: novas datas da turnê Caetano & Bethânia

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Nesta espécie de editorial têm sido comum relacionar música e vida. Parte deve-se por ambas terem por característica o movimento.

Nesta quarta dezena publicada destacamos o vibrar das novas datas da turnê em dupla de Caetano Veloso e Maria Bethânia; dos aniversários de Milton Nascimento, Nelson Motta e Zélia Duncan; e das carreiras do pianista Arthur Moreira Lima e do poeta Tavinho Paes.

Música e vida são obras de um intérprete. Como arte performática, não se pode agarrá-las; elas convocam à participação. Para valer, é preciso delas tomar consciência, envolver-se. Com elementos de um estilo, assentadas sobre uma cadência, as melodias que constituem a obra de um artista vão sendo escritas.



Os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia anunciaram novas datas da turnê em dupla nesta segunda-feira (28). Em Salvador, os irmãos se apresentam em 8 de fevereiro na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. No Rio de Janeiro, a performance está marcada para o dia 15 de março, na Farmasi Arena. Segundo os artistas, serão os últimos shows do projeto. A turnê Caetano e Bethânia começou em agosto, no Rio de Janeiro. A venda de ingressos para os dois dias foi aberta na terça-feira (29), no site oficial.

[UOL]


Um dos mais importantes nomes da música brasileira, Milton Nascimento completou 82 anos no último sábado (26). O artista comemorou o aniversário na sexta-feira (25), com uma festa para a família e amigos no Rio de Janeiro; e ganhou diversas homenagens nas redes sociais. Ele, que anunciou sua aposentadoria dos palcos em 2022 com uma derradeira turnê, será homenageado pela Portela no desfile de 2025, com o enredo Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol.

[O Globo]


O jornalista e compositor Nelson Motta reuniu diversos artistas da música, cinema e teatro na comemoração do seu aniversário de 80 anos, nesta terça-feira (29), no Blue Note Rio. Ao longo de sua carreira, atua como jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor. Segundo levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), Nelson Motta é autor de 214 músicas. Ele acaba de estrear mais um espetáculo: Tom Jobim Musical, escrito com Pedro Brício e dirigido por João Fonseca. Outro projeto que faz parte das comemorações dos 80 anos é o 15º livro, Corações de Papel, que reúne 38 cartas de amor que escreveu com 20 anos para uma antiga namorada.

[VEJA e Itaú Cultural]


A cantora e compositora Zélia Duncan completou 60 anos nesta segunda-feira (28). A artista iniciou sua carreira profissional no início dos anos 1980, quando atuou como backing vocal. Sua estreia como solista aconteceu em 1987. Em 1994, lançou o aclamado álbum homônimo Zélia Duncan, que incluía o hit Catedral. Em 2004, explorou novos ritmos em Eu me transformo em outras. Fez parte da reformulação da banda Os Mutantes, em 2006, substituindo Rita Lee e se apresentando em turnês na Europa. Já recebeu cinco indicações ao Grammy Latino. Atualmente, segue em turnê por São Paulo e Rio de Janeiro com o show O lado Z.

[Bravo!]


Um dos maiores nomes do piano brasileiro, Arthur Moreira Lima morreu nesta quarta-feira (30), aos 84 anos, em Florianópolis (SC), onde morava desde 1993. Segundo informações de familiares, ele lutava contra um câncer de intestino há cerca de um ano. Nos anos 1980, intensificou as ações para a popularização da música de concerto. A partir de 2003, passou a se apresentar no projeto Um piano pela estrada, com o qual fez mais de 500 concertos em um caminhão-teatro que circulou por centenas de cidades em todas as regiões do Brasil.

Entre 1985 e 1986, apresentou, na extinta TV Manchete, o programa Toque de classe, onde recebia os grandes nomes da música clássica e também da popular, como Moreira da Silva, João Nogueira, Ney Matogrosso, Nelson Gonçalves e Milton Nascimento. Discos na MPB, Moreira Lima gravou vários. Em 1999, lançou a série MPB Piano Collection, em que recriou canções de Chico Buarque, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Tom Jobim, Caetano Veloso e da dupla Roberto e Erasmo Carlos.

[O Globo]


Morreu nesta quinta-feira (31), aos 69 anos, o poeta Tavinho Paes. Ele estava internado, em estado de coma, em hospital no Rio de Janeiro, após ter sido submetido a duas cirurgias. Tavinho é autor de letras de diversas músicas que ganharam as rádios nos anos 1980, como Sexy Iemanjá (com Pepeu Gomes). Trabalhou como editor do jornal O Pasquim nos anos 1980. Ele também era artista plástico e videomaker.

[O Globo]



Lançamento da semana


Para ficar ligado!

  • Sentido, álbum autoral com 15 músicas inéditas em volta à cena do grupo 5 a Seco após pausa de cinco anos – 28 de novembro


Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.