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Toda festa tem um pouco de sagrado. Reunir indivíduos em torno de uma celebração comum tem, afinal de contas, um intuito unificador.
Esta edição traz a exaltação com Adriana Calcanhotto e Luedji Luna como convidadas do Projeto Aquarius; Caetano e Bethânia como atrações do Réveillon no Rio de Janeiro; o encontro em estúdio de Alaíde Costa e Maria Bethânia no dia de Nossa Senhora Aparecida; a homenagem no Círio de Nazaré à matriarca da música paraense Nazaré Pereira; o sucesso como cantor, letrista e ator do comediante Ary Toledo; e as campanhas envolvendo sucessos musicais de Washington Olivetto.
Na cultura brasileira, resultado da miscigenação de diversos povos, o sagrado e o profano estão entrelaçados de forma que muitas vezes não dá pra desassociar. Cultivar o respeito às diversas crenças é, no mínimo, sinônimo de bom convívio social.
Adriana Calcanhotto e Luedji Luna serão as convidadas do próximo concerto do Projeto Aquarius, previsto para 2 de novembro, na Praça Mauá, na Região Portuária do Rio de Janeiro. As duas vão se apresentar junto da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), sob a regência de Roberto Tibiriçá. A apresentação segue a proposta do projeto, de mesclar música de concerto e popular, com convidados especiais, conforme foi idealizado em 1972, visando à formação de público e à inclusão cultural.
O repertório dará destaque para obras de compositores nacionais, como Carlos Gomes (1836-1896), Alberto Nepomuceno (1864-1920), Francisco Mignone (1897-1986), Ronaldo Miranda e Guilherme Bernstein. Durante a apresentação, as cantoras farão algumas entradas acompanhadas pela OSB e, ao final, cantarão juntas. Entre os sucessos previstos, estão Esquadros e Vambora, de Adriana, e Banho de folhas e Tirania, de Luedji.
[O Globo]
A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, nesta quarta-feira (16), três atrações do Réveillon deste ano na cidade: Caetano e Bethânia, Ivete Sangalo e Anitta. Com o anúncio, Caetano Veloso e Maria Bethânia voltarão com turnê para o Rio de Janeiro. Os irmãos fizeram quatro shows em agosto na Farmasi Arena, no Rio. Agora, voltam à cidade com apresentação gratuita. Outras atrações ainda não anunciadas se apresentarão em 12 palcos espalhados pela cidade.
A principal festa acontecerá em Copacabana, seguindo a tradição. A Praia de Copacabana receberá 20 torres de som e dois palcos: Rio (em frente ao hotel Copacabana Palace), para celebrar a diversidade da música brasileira, e o Pra Sambar. No ano passado, 12 palcos e 12 balsas espalhadas pela cidade reuniram cinco milhões de pessoas, segundo informações da Riotur.
[UOL]
Na manhã de sábado (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, Alaíde Costa e Maria Bethânia estiveram no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro, para gravar, em dueto, Ave Maria no morro. A música lançada por Dalva de Oliveira quando ela integrava o Trio de Ouro com Herivelto Martins (1912-1992) e Nilo Chagas (1917-1973) é uma das composições selecionadas por Alaíde Costa para o álbum com que festejará 90 anos de vida em 2025.
No disco, já em fase final de produção (falta somente gravar três das 16 faixas) e previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2025, Alaíde Costa canta Dalva de Oliveira com o toque de grandes instrumentistas. O dueto com Maria Bethânia em Ave Maria no morro, por exemplo, ganhou acompanhamento das sete cordas do violão de João Camarero.
[g1]
Matriarca da música paraense, Nazaré Pereira, 83 anos, foi a grande homenageada no Círio de Nazaré, no último fim de semana. A cantora, compositora e atriz, que leva o nome da Nossa Senhora de Nazaré, para quem é dedicada a tradicional festa paraense, assistiu a um show especial com seu repertório cantado por Luê, Naieme e Lia Sophia.
A homenagem aconteceu no Festival Lambateria, que há oito anos agita Belém com a nata da música paraense – carregado de influências da música latina, amazônica e caribenha. Entre o repertório, Lua, Luar e Xapuri do Amazonas, hits que embalaram o Pará nos anos 1970 e 1980, e que foram levados por ela para a Europa.
[UOL]
O comediante Ary Toledo, que morreu na manhã de sábado (12), aos 87 anos, em São Paulo, em decorrência de uma pneumonia, foi imensamente popular na TV e no rádio com suas piadas e causos engraçados, mas em sua longeva carreira também fez sucesso como cantor, letrista e ator. Seu primeiro trabalho musical foi lançado em 1965, o álbum Ary Toledo no fino da bossa, impulsionado pelo sucesso da música Tiradentes e Pau de Arara, de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra, que era usada na peça Pobre Menina Rica. Ele chegou a participar do programa de Elis Regina na Record, na década de 1960, mas passou a se dedicar ao humor, incentivado por Elis e o próprio Vinicius.
[O Globo]
Referência da publicidade no Brasil, Washington Olivetto, que morreu neste domingo aos 73 anos, não marcou a história do país apenas com anúncios icônicos. Da W/Brasil, a campanha mais marcante envolvendo sucessos musicais foi a criada para os chinelos Rider, com novas versões de nomes do pop e do MPB. Entre várias outras, Vamos fugir, de Gilberto Gil, teve versão que o Skank apresentou até os últimos shows da banda. Os temas dos comerciais marcaram tanto a época que chegaram a ser reunidos em um CD, W/Hits, lançado em 1994. O disco trazia ainda homenagens de Jorge Ben Jor a Olivetto. Em W/Brasil (Chama o síndico), o músico cita a agência, também homenageando Tim Maia, o síndico da letra.
[O Globo]
Lançamento da semana
- Barbarizando geral, álbum de Fred Martins e Marcos Suzano gravado entre Lisboa e Rio de Janeiro – 15 de outubro
- Pique, primeiro álbum solo de Dora Morelenbaum, produzido por Ana Frango Elétrico – 18 de outubro
Para ficar ligado!
- Ao vivo – 1994, a apresentação de Zé Renato e Assis Brasil na Sala Cecília Meireles há exatos 30 anos – 28 de outubro
- E se tudo terminasse em amor, álbum que marca a entrada de Pedro Luís na gravadora Biscoito Fino – 15 de novembro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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