Vibrações

Edição 37: Rita Lee e Roberto de Carvalho no Prêmio UBC

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Boom! Em entrevista sobre seu novo álbum para o público infantil, Adriana Calcanhotto disparou, assim, de forma arrebatadora, uma poderosa lição. “A infância é o território em que a gente sonha e não acha que as coisas são tão impossíveis. A gente vai perdendo muitas coisas com o tempo, como a capacidade de viver no presente.”

Sem perder o rumo, agora, nesta edição da curadoria de notícias da Música Popular Brasileira que se encontra aberta em seu dispositivo, estão a escolha de Rita Lee e Roberto de Carvalho como vencedores da oitava edição do Prêmio UBC; justamente, o lançamento do novo álbum de Adriana Partimpim; o aniversário de 67 anos do músico Lobão; a alta hospitalar do baixista do grupo Ultraje a Rigor, Mingau; e a morte da cantora Dona Jandira.

Sonhar é imprescindível. A imaginação é uma propriedade humana. Independente da circunstância, “sonhos não envelhecem”. É preciso estar no melhor lugar do mundo, no aqui e agora, para saber dar o passo à frente. “Lembra que o sono é sagrado / E alimenta de horizontes / O tempo acordado de viver”, sentencia outro mineiro.



A cantora Rita Lee e o músico e compositor Roberto de Carvalho foram declarados como vencedores da oitava edição do Prêmio UBC, entregue pela União Brasileira de Compositores. Tradicionalmente realizado na Casa UBC, sede da entidade localizada no Rio de Janeiro, a premiação acontecerá pela primeira vez em São Paulo, no dia 4 de dezembro, cidade onde Rita Lee viveu com seu parceiro.

A cerimônia terá direção artística de Beto Lee, filho do casal, e contará com show em formato de homenagem, que trará versões dos principais clássicos do casal. Essa será a primeira vez, desde que foi criada em 2017, que a honraria será destinada a dois artistas de uma vez. Rita Lee e Roberto de Carvalho viveram juntos por 47 anos, de 1976 até a morte da cantora, em maio de 2023. Juntos, os dois lançaram cinco álbuns e compuseram alguns dos principais sucessos da música nacional.

[CNN Brasil]


A cantora e compositora Adriana Calcanhotto encarnou seu heterônimo, Adriana Partimpim, e lançou nesta quinta-feira (11), às vésperas do dia das crianças, seu novo álbum para o público infantil, em comemoração às duas décadas desde o início do projeto discográfico. Produzido por Pretinho da Serrinha, O quarto tem oito faixas e 22 minutos. Ainda que o projeto seja orientado pelas interpretações de outros autores, o heterônimo assina duas composições.

O projeto foi criado como uma alternativa à produção musical que, no início dos anos 2000, infantilizava as crianças. Do primeiro disco, que levou o nome dessa personagem, surgiu a gravação de Fico assim sem você. Partimpim só fará show em 2025, quando Adriana voltar de temporada na Universidade de Coimbra, Portugal, onde pesquisará a inteligência artificial na composição.

[Folha de S.Paulo e O Globo]


O músico e compositor Lobão fez aniversário nesta sexta-feira (11). Dono de uma carreira de cinco décadas e figura fundamental na construção de uma identidade musical no Brasil, o artista completou 67 anos. A carreira artística teve início nos anos 1970. Nome essencial da música brasileira, Lobão está na estrada celebrando os 50 anos de trajetória. A turnê 50 anos de vida bandida vem reunindo diversos fãs nos mais diferentes palcos pelo País.

[Rolling Stone Brasil]


O baixista do grupo de rock Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, conhecido como Mingau, recebeu alta na última segunda-feira (7) após ficar um ano hospitalizado. O músico foi baleado na cabeça em Paraty (RJ), em setembro de 2023, e ficou mais de quatro meses internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até ter alta no começo deste ano. Ele dará continuidade ao tratamento em uma clínica de reabilitação.

Em um comunicado, a filha do músico Isabella Aglio agradeceu a todos os profissionais que cuidaram dele e falou sobre a nova fase. Uma vaquinha foi promovida por amigos e busca arrecadar R$ 600 mil para cobrir as despesas médicas. Até o momento, mais de R$ 350 mil foram arrecadados.

[TV Cultura]


Na noite desta sexta-feira (4), em Belo Horizonte, morreu a cantora Dona Jandira, reconhecida como uma das vozes do samba de Minas Gerais. A artista de 85 anos passava por tratamento de doença renal crônica e insuficiência cardíaca. Natural de Alagoas, a cantora tinha a pedagogia como profissão, mas aos 66 anos começou a cantar e tocar. Entre os trabalhos autorais estão Dona Jandira, seu primeiro álbum de estúdio; e Dona Jandira: ao vivo, DVD com participações de Luiz Melodia, Paulinho Pedra Azul, Sergio Moreira e Marco Lobo.

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Lançamento da semana


Para ficar ligado!

  • Magnólia, estreia da fábula teatral inspirada pela última faixa do álbum A tábua de esmeralda de Jorge Ben Jor – 17 de outubro
  • Songs for humanity, iniciativa da fundação Playing for Change, que traz Gilberto Gil e Liniker em elenco global – 13 de novembro
  • Retrato, primeiro disco de estúdio do Casuarina, que agora é um trio, desde o último álbum lançado há seis anos – 8 de novembro


Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.