Vibrações

Edição 02: The Town 2023


Se na última semana, às vésperas da estreia, não havia como escapar; desta vez, passados três dias de shows e antes do último final de semana, o The Town 2023 é o assunto principal. 

A MPB esteve representada por Ney Matogrosso em dois momento. Primeiro, no sábado (2), o cantor abriu o festival assim como fez em 1985, no primeiro Rock in Rio: com a canção América do Sul. Desta vez, a homenagem pensada pelos criadores dos festivais – os mesmos de ambos – contou com um espetáculo de luzes promovido pelas milhares de pulseiras multicoloridas distribuídas ao público. No dia seguinte (3), o artista de 82 anos levou ao público jovem o seu já conhecido show Bloco Na Rua.

[Estadão]


Também no domingo (3), pouco depois, Seu Jorge enfileirou sucessos, próprios ou alheios, para conquistar a plateia. O cantor foi acompanhado por uma grande banda incluindo percussão, backing vocals e naipe de metais. O músico carioca tocou logo antes de Bruno Mars, a principal atração da noite, com quem se encontrou após o fim das apresentações. 

[Folha]


Na quinta-feira (7), o festival pop sambou com Maria Rita. A cantora fez um show especial, unindo jazz e samba

[G1]


Distante das câmeras, em um palco menor, na tarde do sábado (2), apresentaram-se os músicos brasileiros da São Paulo Big Band; e, em seguida, o alagoano Hermeto Pascoal, aos 87 anos, comandando o seu sexteto.

[Folha]


O primeiro show de Bruno Mars no The Town foi repleto de momentos especiais para os brasileiros. Um dos destaques foi o solo do tecladista John Fossitt para Evidências – sim, a canção de José Augusto e Paulo Sérgio Valle consagrada na voz da dupla Chitãozinho & Xororó. Veja o trecho.

[Estadão]


Outro estrangeiro que celebrou o Brasil em seu show foi Masego. O músico nascido em Kingston, na Jamaica, entoou versos dos sucessos brasileiros Não Adianta, do Trio Mocotó, Imunização Racional (Que Beleza), de Tim Maia, e Abre Alas, de Ivan Lins.

[G1]



Não. Esta não é uma página esportiva nem policial. Entretanto, o noticiário musical também envolve decisões (da justiça) e títulos. Badunts.

A Justiça do Rio de Janeiro entendeu que houve prescrição no processo movido pelos “meninos” da capa do álbum Clube da Esquina contra Milton Nascimento, Lô Borges, Ronaldo Bastos, a gravadora EMI e a editora Abril. O icônico álbum foi lançado em 1972; e, só em 2012, Antônio Carlos Rosa de Oliveira, o Cacau, e José Antônio Rimes, o Tonho, entraram na Justiça. Os dois pediam R$ 500 mil por danos morais e uso indevido da imagem. O advogado diz que a dupla vai recorrer da decisão.

[Folha]


A cantora Bebel Gilberto fez um acordo na justiça em que reconheceu Maria do Céu como companheira de seu pai, o músico João Gilberto (1931-2019). Ambas protagonizam parte da disputa pela herança deixada pelo artista. Apesar desse entendimento, o litígio segue a espera do acerto entre os outros dois filhos de João.

Mauro Ferreira: “Por mais que seja assunto de família, de foro íntimo, a briga dos herdeiros de João Gilberto impede que o mundo tenha acesso legalizado a uma das obras fundamentais da música do Brasil.”

[Estadão e G1]


O compositor Caetano Veloso recebeu o título “doutor honoris causa” pela Universidade de Salamanca, na Espanha, em cerimônia realizada na segunda-feira (4). A candidatura foi apresentada pela Faculdade de Filologia e pelo Departamento de Filologia Moderna, com a adesão do Centro de Estudos Brasileiros da instituição. Ao apresentar o artista, o professor de Filosofia Galega e Portuguesa Pedro Serra afirmou que a obra de Caetano “proporciona um percurso de elevada tensão linguística e musical: um monumento do poético, da poesia como lugar de carinho, de amor e de amizade”.

[G1]



Lançamento da semana



Para ficar de olho!



Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.