2/8/2025 – 8/8/2025
Leia, comente e compartilhe!
Sempre há uma nova etapa, um feito alcançado, um aprendizado colhido a que se lançar o olhar. O ser humano deve celebrar a vida. Sábio seja aquele que, como convidado de uma festa santa, sabe consagrar cada instante de sua trajetória.
Nesta edição, o adeus a Arlindo Cruz; os 83 anos de Caetano Veloso; as leis que reconhecem o Carnaval do Rio e instituem o Dia Nacional da Axé Music; os 70 anos da morte de Carmen Miranda; e a homenagem a Ivan Lins no Grammy Latino.
O cantor e compositor Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro, após longa luta contra as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido em 2017. Desde então, ele enfrentou diversas internações para tratar complicações como pneumonia, infecções e outros problemas de saúde, tendo seu quadro agravado nos últimos meses.
Criado em Madureira, subúrbio carioca, Arlindo foi um dos fundadores da roda de samba na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos nos anos 1970 e integrou o renomado grupo Fundo de Quintal até o início dos anos 1990, quando seguiu carreira solo. Com quase 50 anos dedicados ao samba, o artista acumulou 795 composições e 1.797 gravações registradas no Ecad, entre elas sucessos como Meu lugar, homenagem ao bairro onde nasceu, e canções que exploram temas românticos e a religiosidade do candomblé.
Além de sua importância nas rodas de samba e na música popular, Arlindo teve destaque nas competições de samba-enredo do Carnaval carioca, compondo para escolas como Império Serrano — sua favorita, que o homenageou em 2023 — Acadêmicos do Grande Rio, Unidos de Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu. Ao longo da carreira, venceu o Estandarte de Ouro seis vezes, consolidando seu legado como uma das maiores figuras do samba brasileiro.
“Se o samba fosse um time de futebol, Arlindo seria o meio-campista que marca e ataca, organiza e distribui a bola, mas também aparece para finalizar as jogadas. Foi craque no banjo e no partido alto, cantou sobre a sociedade ou refletindo sobre a tristeza e felicidade, mas virou artilheiro mesmo com suas composições românticas.” Lucas Brêda
[Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo]
Caetano Veloso completa 83 anos nesta quinta-feira (7) e segue impressionando o público com sua vitalidade, genialidade e energia. Após prestar tributo a Preta Gil no Festival de Inverno Rio, Caetano mantém a agenda movimentada: até novembro, fará shows no Espírito Santo, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ícone da música brasileira, o santamarense foi homenageado por amigos, familiares e personalidades da cultura nas redes sociais, em mensagens que celebraram sua vida e legado.
[Alô Alô Bahia]
Foram sancionadas, nesta quarta-feira (6), as leis que reconhecem o Carnaval do Rio de Janeiro como manifestação da Cultura Nacional e que instituem o Dia Nacional da Axé Music, celebrado em 17 de fevereiro. As duas expressões populares de origem africana têm relevância cultural e econômica, gerando emprego e renda.
O Carnaval carioca, realizado desde o século 19, é referência internacional, reunindo desfiles de escolas de samba que exaltam a história e fazem críticas sociais. Já a Axé Music surgiu na Bahia nos anos 1980, com fusão de ritmos como frevo, samba, ijexá, reggae e salsa, tornando-se marca do Carnaval de Salvador e revelando nomes como Daniela Mercury e Ivete Sangalo.
[Gov.br]
A morte de Carmen Miranda, há 70 anos, em 5 de agosto de 1955, provocou comoção no Rio de Janeiro. Nascida em Portugal e criada no Brasil desde bebê, Carmen construiu carreira meteórica no rádio e no cinema. Primeira artista a projetar o Brasil de forma icônica no exterior, foi contratada para a Broadway em 1939 e consolidou carreira nos Estados Unidos. Morreu de ataque cardíaco na Califórnia, no dia seguinte a uma apresentação na TV americana.
[BBC News Brasil]
Ivan Lins será um dos homenageados com o Prêmio à Excelência Musical na 26ª edição do Grammy Latino, que acontece em 13 de novembro, em Las Vegas (EUA). Ao longo da carreira, recebeu quatro Grammys Latinos — dois em 2005, nas categorias Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, e outros em 2009 e 2015, também como Melhor Álbum de MPB — além de ter sido indicado outras cinco vezes ao prêmio e uma ao Grammy Award. A homenagem deste ano reconhece a relevância de sua trajetória no Brasil e no mundo.
[ABRAMUS]
Lançamento da semana
- O cerrado ameaçado, nas vozes de Marina Sena e Alexandre Carlo, antecipa projeto em defesa do bioma — 1º de agosto
Para ficar ligado!
- Bloco da harmonia, oitavo álbum de Carlos Dafé, lançado pelo selo fonográfico Jazz Is Dead — 17 de outubro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
Deixe um comentário