Vibrações

Edição 32: 85 anos de Francis Hime

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Quando nasce um artista? Ou, melhor, quando a sua obra é decretada imortal? Porque, asseguradamente, reza o ditado popular: “vão-se os dedos, ficam os anéis”.

Esta edição, como de costume, traz linhas sobre consagrados e potenciais imortais com os 85 anos de Francis Hime; a morte de Sérgio Mendes, aos 83 anos; a promulgação da lei que reconhece a Bossa Nova como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da Cidade do Rio, onde incêndio atingiu parte do prédio do Canecão, casa de shows que funcionou entre 1967 e 2010; a exibição via streaming das apresentações do Coala Festival, que neste ano celebra a sua décima edição; e os anúncios dos próximos álbuns de Teresa Cristina e Flor Gil.

Sobre a perpetuação da produção artística, não há melhor conclusão do que aquela que eternizou em versos a grande parceria: “O corpo, a morte leva / A voz some na brisa / A dor sobe pras trevas / O nome, a obra imortaliza”.



O compositor, arranjador, pianista e cantor Francis Hime faz 85 anos neste sábado (31). Nascido no Rio de Janeiro, em 1939, teve formação erudita e migrou para a música popular. É filho da bossa nova, do piano de Tom Jobim. Com harmonias e melodias refinadas, Francis Hime é nitidamente um compositor jobiniano. Somente em 1973, quando tinha 34 anos, é que viria o primeiro disco solo autoral. Chico Buarque é o parceiro mais importante de Francis. Não obteve a visibilidade de contemporâneos, mas é um dos craques dessa geração de compositores populares que se projetaram a partir da década de 1960.

[Jornal da Paraíba]


Morreu nesta quinta-feira (5) o músico brasileiro Sérgio Mendes, aos 83 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Um comunicado publicado nas redes sociais diz que Mendes morreu “pacificamente”, ao lado da mulher e de seus filhos, devido a complicações de “covid longa”. Mendes nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, e começou a carreira no início dos anos 1960, estimulado pela bossa nova. Em 1964 fixou residência nos Estados Unidos, após, segundo ele contava, ter sido convocado para dar um depoimento ao governo militar.

Foi indicado seis vezes ao Grammy, mas ganhou o prêmio apenas em 1992, pelo álbum Brasileiro. A canção Real in Rio, parceria de sucesso com Carlinhos Brown, foi tema da animação Rio, de Carlos Saldanha. A gravação foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original em 2012. Mendes lançou discos regularmente durante as décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000, totalizando cerca de 35 trabalhos. As últimas apresentações ocorreram em 2023, em Paris, Londres e Barcelona.

[Estadão]


A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, nesta terça-feira (3), a derrubada do veto do Poder Executivo, garantindo a promulgação da lei que reconhece a Bossa Nova como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da Cidade do Rio. O gênero musical, que surgiu na Zona Sul da cidade no final da década de 1950, é frequentemente a primeira referência sobre a capital carioca e o Brasil para muitos estrangeiros.

Na manhã desta quarta-feira (4), um incêndio atingiu parte do prédio do Canecão, antiga casa de shows do Rio de Janeiro. O espaço em Botafogo (zona sul), que funcionou entre 1967 e 2010, está em obras desde junho. A Bônus Klefer, concessionária que o assumiu, afirmou que o fogo começou em obras de demolição. Funcionários cortavam uma estrutura de aço quando uma fagulha acidentalmente bateu em um recipiente de fibra, que começou a pegar fogo. Os bombeiros foram acionados, mas o fogo foi rapidamente controlado pelos próprios funcionários. Ninguém ficou ferido.

[O Globo e Folha de S.Paulo]


Para quem curte o melhor da música brasileira, mas não vai poder ir ao Coala Festival, que acontece neste fim de semana, em São Paulo, as apresentações serão exibidas para todo o país via streaming do Disney+. Os shows da sexta-feira (6) foram transmitidos das 13h45 às 22h; já as performances de sábado (7) e domingo (8) serão veiculadas das 12h45 às 22h. Além dos shows do palco principal na íntegra, a transmissão irá incluir apresentação de DJs, entrevistas exclusivas e conteúdos gerados ao vivo diretamente do Memorial da América Latina. É a oportunidade de o público acompanhar os detalhes do festival que neste ano celebra a sua décima edição. Confira os horários dos shows.

[UOL]


Teresa Cristina anunciou nesta terça-feira (3) que vai lançar um álbum cantando apenas composições de Zeca Pagodinho. A novidade surge com a intenção de “dar uma luz” para o lado compositor do sambista e amigo. “Eu percebi que o Zeca sempre deixou de gravar suas composições para ajudar seus amigos (…), então pensei que alguém precisava mostrar para o mundo as lindas canções que ele já fez”, explica a artista.

Mês que vem Flor Gil, 15 anos, filha de Bela e neta de Gilberto Gil, lança o seu primeiro álbum como cantora e compositora, antecipado no último dia 7 pelo single Choro rosa (versão diamante bruto). A canção, ela diz, não dá a ideia completa do álbum, que será uma junção de todas as suas referências, com registros em estúdios em vários lugares do mundo. Choro rosa é uma composição de Flor com Barbara Ohana, ex-mulher do tio Bem Gil, o primo Bento e Maro, cantora portuguesa que ela conheceu em um show do avô em Lisboa.

[Metrópoles e O Globo]



Lançamento da semana


Para ficar ligado!

  • Me esqueci de viver, do repertório de Julio Iglesias, trilha sonora do filme sobre Silvio Santos, na voz de Alaíde Costa – 12 de setembro
  • Julieta no convés, disco assinado por Guinga com a cantora e compositora Anna Paes – 13 de setembro
  • Suma, música que Almério e Martins lançam no embalo do show que farão no Rock in Rio 2024 – 13 de setembro


Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.