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Enormemente já foi falado sobre o tempo, inclusive por aqui, há não muito. O certo é que ele está sempre presente – mesmo que passado ou futuro.
Nesta edição, temos o legado dos 100 anos do cantor e compositor Batatinha; o Tempo Rei, a turnê de despedida de Gilberto Gil; a estreia da histórica excursão Caetano & Bethânia e da primeira como artista solo de Samuel Rosa; o falecimento de Caçulinha, conhecido por fazer a trilha sonora do Domingão do Faustão por mais de 20 anos; e a atualização dos quadros de saúde de Lulu Santos, Branco Mello, Nana Caymmi e Ney Matogrosso.
O fascínio pelo tempo é próprio da natureza humana. Alguns compositores prestam-lhe reverência; pedem aquilo, oferecem elogios, nas rimas de seu estilo. Tempo, tempo, tempo, tempo…
Nesta segunda-feira (5), o cantor e compositor Oscar da Penha, o Batatinha, completaria 100 anos de nascimento. Sua obra inclui cerca de 70 composições, quatro discos, canções gravadas por grandes nomes da música e a reverência de mestres do samba. Na Bahia, ao lado de Riachão, foi um amálgama para uma geração de sambistas como Walmir Lima, Edil Pacheco, Nelson Rufino e Ederaldo Gentil, muitos dos quais seriam seus parceiros de composição.
Compôs seus primeiros sambas nos anos 1940, mas criou uma identidade própria e produziu um cancioneiro variado, indo de sambas-canção a marchinhas de Carnaval. A visibilidade nacional viria em meados dos anos 1960 pelas mãos de uma jovem Maria Bethânia que, em seu primeiro disco, de 1965, uniria as músicas Diplomacia e Só eu sei. Sua história foi contada no documentário Batatinha e o samba oculto da Bahia, de 2007, dirigido por Pedro Habib, e no filme Batatinha, o poeta do samba, de Marcelo Rabelo, lançado no ano seguinte.
[Folha de S.Paulo]
Após anunciar que iria dizer adeus aos grandes shows, Gilberto Gil anunciou as datas da turnê de despedida nesta terça-feira (6). Com Tempo Rei, programada de março a novembro de 2025, o músico de 82 anos vai percorrer arenas e estádios de nove cidades brasileiras. Em breve serão anunciadas ainda datas nos Estados Unidos e na Europa.
O repertório será discutido com sua equipe, mas Gil antecipa a ideia de homenagear seus mestres Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga. A pré-venda de ingressos para clientes Banco do Brasil se inicia a partir das 10h do dia 19 de agosto, no site oficial. No dia 22, às 12h, será aberta a venda para o público geral.
[Folha de S.Paulo]
No último sábado (3), no Rio de Janeiro, Caetano Veloso e Maria Bethânia deram início à maior turnê brasileira de 2024. Eles não saiam juntos em excursão desde 1978, ocasião registrada em Maria Bethânia e Caetano Veloso – ao vivo. Ao todo, serão 18 apresentações em dez cidades, quase todas em estádios.
Contém spoilers.
O espetáculo para cerca de 13 mil pessoas começou com Alegria, Alegria, uma das pedras fundamentais do tropicalismo. Teve Vaca profana, O quereres, Reconvexo e a comovente homenagem a Gal em Baby. Surpresas, houve poucas. Em sua parte solo, Caetano encaixou o hino gospel Deus Cuida de Mim, que havia gravado em 2022. A inclusão dialogou com o momento menos previsível do show: Fé, sucesso da cantora carioca Iza.
A direção musical, a quatro mãos, dos braços direitos de Bethânia (o baixista Jorge Helder) e Caetano (o guitarrista Lucas Nunes, que também integra o grupo Bala Desejo), conduziu a banda por vários estilos. O palco com rampas contém sete painéis verticais ao fundo, que funcionam como telões, e são complementados por outros dois laterais: o da direita, focado em Caetano; o da esquerda, em Bethânia.
[Estadão]
Quem também estreou sua nova turnê foi Samuel Rosa, na sexta-feira (2), em São Paulo. Divulgando seu primeiro trabalho como artista solo, o álbum Rosa, o cantor abriu o show inédito com três canções recém-lançadas. Como era de se esperar, o roteiro não ignorou os principais clássicos do Skank. Teve também homenagem a ídolos, em interpretações de Paralamas do Sucesso e Jorge Ben Jor (que assistia ao show dos camarotes); e citação aos parceiros Nando Reis e Edgard Scandurra, do Ira!, com quem Samuel divide a autoria de Tarde vazia. Em pouco mais de duas horas, sete das dez faixas do disco recente foram executadas, contrapondo 18 temas do Skank.
[Estadão]
Na madrugada de segunda-feira (5), morreu o músico e compositor Rubens Antônio da Silva, mais conhecido como Caçulinha e por fazer a trilha sonora do Domingão do Faustão por mais de 20 anos. Ele tinha 86 anos e se recuperava de um infarto, há dez dias, em um hospital de São Paulo. Nascido em Piracicaba, no interior paulista, em 1938, foi criado numa família musical. Sua carreira esteve ligada à TV desde os anos 1960, quando foi contratado pela Record para participar do programa O fino da bossa, apresentado por Elis Regina e Jair Rodrigues. Do sertanejo à bossa nova, foram 31 discos gravados e colaborações com nomes como Luiz Gonzaga. Acompanhou artistas como Dominguinhos, Gonzaguinha, Roberto e Erasmo Carlos, João Gilberto, Simonal, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Milton Nascimento.
[Folha de S.Paulo]
O cantor Lulu Santos já está em casa após ter sido internado para tratar um quadro viral compatível com os sintomas da dengue. Apesar de ter recebido alta na terça (6), ele precisará ficar de repouso, motivo pelo qual shows em Campina Grande e João Pessoa serão remarcados. Em junho, o cantor também precisou ser internado quando foi diagnosticado com influenza A, gastroenterite aguda e dengue.
Após ter passado por uma cirurgia para remoção de um tumor em uma das amígdalas, o músico Branco Mello, dos Titãs, “está bem, iniciando o período de recuperação“, comunicou pelas redes sociais a companheira Angela Figueiredo. O tumor estava em estágio inicial e foi detectado em um exame de rotina.
A cantora Nana Caymmi apresenta melhora progressiva em seu quadro de saúde, informou o hospital onde está internada desde o dia 26 de julho em razão de uma arritmia cardíaca. De acordo com o hospital, a cantora foi transferida nesta quarta (7) da UTI para a unidade semi-intensiva. No entanto, não há previsão de alta.
Em entrevista, o cantor Ney Matogrosso tranquilizou fãs e afirmou que está bem, após cancelar show quando estava prestes a subir ao palco em Penedo, no Rio de Janeiro, no dia 28 de julho. Aos 83 anos, o artista explicou que estava com virose que durou por três dias: Ele voltará ao palco no sábado (10), quando apresentará o show Bloco na rua em São Paulo.
[Folha de S.Paulo e Rolling Stone Brasil]
Lançamento da semana
- Tambor do mar, segundo álbum de PC Castilho com a faixa-título em parceria com Nei Lopes – 2 de agosto
- Milton Nascimento & esperanza spalding: Tiny Desk (Home) Concert, projeto de shows intimistas realizados pela NPR – 7 de agosto
- Preta Gil: os primeiros 50, autobiografia lançada no aniversário da cantora, traz relatos pessoais e profissionais – 8 de agosto
- Milton + Esperanza, provável último álbum de Milton Nascimento, em colaboração com a jazzista Esperanza Spalding – 9 de agosto
Para ficar ligado!
- Cenas infantis, álbum com que a dupla Palavra Cantada celebra 30 anos de carreira voltada para o público infantil – 23 de agosto
- Estopim, segundo disco de estúdio de Chico Chico, com participações de Julia Vargas e Juliana Linhares – 30 de agosto
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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