O que há muito era esperado – há duas semanas, aqui, por nós – aconteceu. O palco do Carnegie Hall, em Nova York, serviu mais uma vez à bossa nova na noite do último domingo (8). O espetáculo A grande noite – Bossa Nova prestou homenagem ao show que há 61 anos é tratado como marco fundamental da internacionalização da música brasileira.
A base do concerto foi o repertório da homenagem a Tom Jobim de Seu Jorge e Daniel Jobim, neto do músico, em turnê pelo Brasil e exterior desde 2020. À dupla se juntaram Roberto Menescal, Carlinhos Brown, Carol Biazin, a cantora britânica Celeste e Alaíde Costa. A direção musical foi do músico Max Viana, filho de Djavan.
A veterana Alaíde Costa, de 88 anos, foi a mais celebrada pelo público. Sua participação foi mesmo pensada como reparação, segundo a produtora Camila Almeida, idealizadora do projeto. “Abraçamos a ideia de fazer uma retratação histórica, pelo apagamento histórico que ela sofreu durante tempo, apesar de toda sua contribuição para a música brasileira”, diz.
A apresentação foi registrada em áudio pela gravadora Universal que pretende lançar um álbum digital do show, a exemplo do que ocorreu com o concerto de 1962, lançado em LP e, posteriormente, em CD.
[O Globo, Folha, Estadão]
Não só os palcos internacionais servem à exibição da música brasileira; as telas dos cinemas nacionais também.
Nesta terça-feira (11), mais uma cinebiografia entrou em cartaz. Meu Nome é Gal, com Sophie Charlotte na pele da artista baiana, se passa entre o fim dos anos 1960 e o começo da década seguinte e narra a gênese da tropicália por meio da trajetória da cantora. A trilha sonora é formada por gravações originais e interpretações dos próprios atores. A direção é assinada por Lô Politi e Dandara Ferreira, convidada pela própria Gal – assim como Sophie – para fazer o filme. Confira o trailer.
A cantora e a diretora se conheceram quando a cineasta fez a série documental O Nome Dela É Gal, da HBO.
[Folha]
A 25ª edição do Festival do Rio, onde a cinebiografia de Gal Costa foi apresentada pela primeira vez na noite de sábado (7), esteve recheada de obras dedicadas à MPB.
Teve documentário sobre a obra de Dorival Caymmi, através do encadeamento de depoimentos de grandes nomes da MPB, números musicais e imagens e falas do próprio Caymmi. Outro acerca da formação da sonoridade do Clube da Esquina, fruto da amizade do grupo unido a partir de 1963. Também teve relato da ascensão do movimento Black Rio no Rio de Janeiro (RJ), entre 1972 e 1977; no segundo filme do diretor Emílio Domingos, autor do recente Chic Show, sobre os bailes paulistanos.
Outro que também entrará em circuito comercial, a partir de novembro, é Mussum – O filmis. O longa-metragem dirigido por Silvio Guindane e interpretado por Ailton Graça, na personificação do também sambista carioca, foi apresentado na quinta-feira (12) no Festival do Rio.
[G1]
Lançamento da semana
- Cantando memórias, primeiro álbum de Zilá Lima, com capa assinada por Elifas Andreato (1946 – 2022) – 12 de outubro
Para ficar de olho!
- O meu guri, de Chico Buarque, em registro do show Que Tal um Samba?, sua primeira turnê desde 2018 – 20 de outubro
- Interior, primeiro álbum solo do pianista Salomão Soares, com temas autorais e interpretações de Tom Jobim e Hermeto Pascoal – 27 de outubro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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