As indicações ao Grammy Latino 2023 foram divulgadas nesta terça-feira (19). E os brasileiros estão presentes na lista – para além das categorias reservadas às canções em língua portuguesa. São elegíveis os trabalhos lançados entre 1 de junho de 2022 e 31 de maio de 2023. A premiação acontecerá no dia 16 de novembro, em Sevilha, na Espanha.
[Estadão]
A pernambucana Natascha Falcão é a única brasileira indicada entre as quatro maiores categorias do prêmio: Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano e Artista Revelação. A cantora concorre à esta última pelo seu primeiro álbum, Ave mulher, lançado em março. O disco transita por gêneros musicais nordestinos como coco, ciranda, maracatu, frevo, além de pisar no território pernambucano do Mangue Beat.
O repertório do álbum inclui regravação de Por que, música de autoria do conterrâneo Otto, primo da artista.
[G1]
O pianista Cristovão Bastos e o saxofonista Mauro Senise são os representantes do Brasil na categoria Melhor Álbum Instrumental. Os músicos concorrem por Choro Negro, lançado em outubro do ano passado para celebrar os 80 anos do compositor carioca Paulinho da Viola. Da mesma forma, o bandolinista Hamilton de Holanda tem chance de levar para casa o troféu de Melhor Álbum de Jazz Latino por Flying Chicken, álbum com o trio formado pelo baterista Thiago Big Rabello e pelo pianista Salomão Soares.
[G1]
A MPB também figurou em outra disputa latino-americana. A revista Rolling Stone publicou nesta segunda-feira (18) a lista dos cinquenta melhores álbuns de rock da América Latina. De 50 selecionados, 9 são brasileiros. O mais bem posicionado, em quarto lugar, é o Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges, lançado em 1972. A classificação segue com Os Mutantes (e a Rita Lee), Roberto Carlos, até chegar a Raul Seixas. Confira toda a publicação.
[G1]
Acabou Chorare é considerado também pela Rolling Stone (Brasil) o maior disco brasileiro de todos os tempos. Os 50 anos do álbum são o foco da nova turnê dos Novos Baianos, que estreou no último sábado (16) como parte do festival Coala, instalado no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). O grupo, sem Moraes Moreira (1947-2020) e Luiz Galvão (1937-2022), tem apresentações programadas para Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) em 25 de novembro e 8 de dezembro, respectivamente.
[Estadão]
Outro disco que promete ser memorável, pois une uma grande obra a um grande instrumentista, voltou a marcar o noticiário desta semana – mesmo tendo sido lançado na precedente quinta-feira (14). O novo trabalho de Hamilton de Holanda (já não é aquele que disputa o Grammy Latino), o disco Samurai – A música de Djavan, apresenta versões instrumentais e cantadas do artista alagoano. As parcerias escolhidas foram as mais variadas: passando por Zeca Pagodinho, por Gloria Groove, e pelo próprio Djavan, que aparece em Lambada de Serpente e Luz.
[O Globo]
Lançamento da semana
- História do mundo, décimo quinto álbum de Sérgio Pererê, lançado primeiramente em LP – 16 de setembro
- Ata-me, o segundo single do futuro álbum homônimo de Alaíde Costa – 21 de setembro
- A música de Paulo André & Ruy Barata por grandes intérpretes da música brasileira, álbum duplo em homenagem a pai e filho paraenses – 21 de setembro
Para ficar de olho!
- Belezas são coisas acesas por dentro, o primeiro tributo fonográfico póstumo à Gal Costa, por Filipe Catto – 26 de setembro
- Bia Góes e Ricardo Valverde, disco de voz e vibrafone com repertório que vai de Ary Barroso a Vander Lee – 6 de outubro
- Rio Grande, single inédito do Boca Livre, a primeira gravação do grupo após a separação em janeiro de 2021 – 27 de outubro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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