Aos 91 anos, a cantora Lana Bittencourt morreu nesta segunda-feira (28), em decorrência de parada cardíaca e disfunção pulmonar, em Petrópolis (RJ), onde estava hospitalizada desde o fim de julho. A artista fez parte da Era de Ouro do rádio brasileiro e marcou uma geração como a Diva do Rádio, sendo conhecida também como “A Internacional” por cantar em diversos idiomas.
Rodrigo Faour: “Assistir à Lana Bittencourt, que nos deixou hoje aos 91 anos, era sempre uma experiência arrebatadora. Era comum a plateia aplaudi-la de pé, não ao final, mas ainda no meio de seus shows, por causa de alguma de suas interpretações melodramáticas e apoteóticas.”
[Estadão e Folha]
A Era do Rádio foi lembrada também pela figura de Emilinha Borba. A cantora completaria 100 anos nesta quinta-feira (31). Com uma voz doce e profunda, Emilinha passeou por gêneros e ficou conhecido sobretudo pelas músicas que embalaram os carnavais. Ela deu voz a Chiquita Bacana, Marcha do Remador, Mulata Yê Yê Yê e Tomara Que Chova, só para citar alguns desses sucessos.
[Folha]
Encerrando as comemorações natalícias, aparece a dupla Dori Caymmi e Edu Lobo. Expoentes da geração que deu forma à MPB na década de 1960, ambos completaram 80 anos – o primeiro, no sábado (26); e, o segundo, na terça-feira (29).
[G1]
Não tem como escapar. Às vésperas da estreia, as principais manchetes referem-se ao The Town 2023. Os números do festival paulista justificam a inquietação: são previstas 235 horas de música e meio milhão de pessoas nos mais de 360 mil m² do Autódromo de Interlagos durante os cinco dias de evento.
Em meio às atrações internacionais, a música brasileira tem seus representantes. Hermeto Pascoal apresenta-se neste sábado (2); enquanto Maria Rita abre um dos palcos na quinta-feira (7).
[G1]
A expectativa também existe para outros dois shows ao vivo gravados no último sábado (26).
Em Salvador (BA), na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, o trio Gilsons (formado por Francisco Gil, João Gil e José Gil) apresentou 25 músicas em seu primeiro registro ao vivo, com a participação de Gilberto Gil, BaianaSystem e Rachel Reis. O álbum é previsto para este segundo semestre.
Na capital carioca, no Circo Voador, Paulinho Moska condensou 30 anos de carreira solo no show Beleza e medo, com adesões de Mart’nália, Rodrigo Suricato, do filho Tom Karabachian e da parceira Zélia Duncan. A pretensão do cantor é produzir um videoclipe de cada música. “Até porque ninguém mais tem tempo para pra ver um DVD inteiro de show, né? Eu gosto, mas a garotada não dá a mínima”, afirmou o cantor.
[G1 e Folha]
Lançamento da semana.
- Triste, de Chico Adnet, gravado entre 2022 e 2023, com duas orquestras no Rio de Janeiro e em Tallín, na Estônia – 31 de agosto
- Um, de Gabriel Milliet, álbum solo de estreia, gravado em Amsterdam, com o próprio artista revezando-se entre violão, flauta, baixo, guitarra, percussão, piano e sintetizadores – 1º de setembro
Para ficar de olho!
- Entreluas, de Erika Ribeiro e Tatiana Parra, em duo de piano e voz para músicas da América do Sul e da Europa – 22 de setembro
- Cirandá, de Anette Camargo, com temas cantados e instrumentais da pianista de formação popular e erudita que assina a direção musical e as performances junto a seu trio – 6 de outubro
Vibrações é uma curadoria de notícias da Música Popular Brasileira. Todo sábado a publicação chega por e-mail com o que houve de mais expressivo no noticiário cultural da semana. Trata-se de divulgar e promover as produções inéditas e memoráveis da admirável arte nacional.
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